9:21:00 PM

Eu quero um amor assim*

Postado por Meg |

Ontem eu tava meio sem sono, aí liguei o rádio e sintonizei numa dessas fm’s que passam programas amorosos, já era tardão da noite e eu lá escutando.Cada coisa sem noção! Mas teve uma história que chamou minha atenção e eu não poderia deixar de contá-la. Não que eu goste de uma fofoca sabe?! Longe de mim! Mas é que eu realmente achei interessante.

Era a história de uma mulher de vinte e poucos anos que se apaixonou por um guri de dezesseis. Parece que eles trabalhavam juntos... se eu não me engano ele era boy da empresa na qual ela trabalhava fazia mó tempão. Aí eles ficaram amigos e ela foi se encantando por ele, sei lá, do jeito que eu ouvi acredito que esse guri era realmente especial. Sabe esse tipo de pessoa que não passa despercebida em lugar nenhum? Diz que tinha um sorrisão sabe?! Era encantador o danado.
Aí essa mulher fez de tudo para conquistá-lo, mandou flores, escreveu poesia, dedicou canção... bem, eu não lembro tudo o que ela fez, mas foi tudo o que pode fazer uma pessoa apaixonada. Diz que o menino era livre, leve e solto, mas mesmo assim não quis conta com ela. E olha que a mulher era bacana, desse tipo de pessoa especial também , eles se combinavam tanto...e eu sei que todo mundo que os conhecia torcia para que eles ficassem juntos!
Até que um dia eles ficaram. Mas o cara tava em água dura (bêbado) e ela pensou que tinha sido só por causa da cachaça. Tanto é que no outro dia ela nem sabia como olhar pra ele, devia ter sido engraçada a cena, eu queria tá lá pra ver.
Um dia eles conversaram sério na porta de um supermercado, nada romântico por sinal, aí ele explicou tudo pra ela, mas ela não entendeu direito, só que teve uma coisa que aquele guri que já tinha feito dezessete anos disse para ela que mudou muita coisa: "você é injusta consigo mesma..." foi algo assim, eu não lembro direito sabe... e ela desistiu dele.E depois voltou a insistir. Aí ele perguntou porque ela insistia tanto, e ela falou uma coisa que ele nunca mais esqueceu: "Por que vc vale a pena..."
Eu sei que pra resumir a história, eles acabaram se pegando umas outras vezes aí, mas não foi nada sério. Ela se formou e ele foi pra formatura. Ficou lá escondido, admirando. Ele tá fazendo faculdade, virou chefe de um departamento da empresa que trabalha e ela se orgulha muito dele, como ele se orgulha dela.
Diz que outro dia eles se encontraram, se abraçaram e não foi preciso que nenhum dos dois dissesse nada...se beijaram. E os olhos dela perguntaram pq q ele não tinha dado uma chance para o amor deles e os olhos dele responderam que era medo...medo que ela o fizesse feliz. E assim cada um foi pro seu canto, cada um viver sua vida. Ela arranjou vários caras na tentativa de esquecê-lo. E ele viveu várias aventuras que um adolescente precisa viver até descobrir que não é nada disso que ele quer.
Mas aí a vida, que não é boba nem nada, os colocou frente a frente de novo. E aqueles corações que nunca deixaram de bater no mesmo compasso se entregaram. Aí eu sei que no fim do e-mail ela disse que eles estão juntos, felizes e bem casados que nem aquele doce gostoso que a gente come em casamento... e o radialista se emocionou. Eu também.
Snif, snif...num é bonitinho?! Aaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiii.... será que um dia eu vou ter um amor assim????
Beijos,
Jullyethy
*Do livro infanto-juvenil “As histórias de Juliete” que algum dia eu publicarei.
DAN: MEU AMOR, TE AMO MAIS QUE TUDO NO MUNDO!!!!!
PAULINHA: CÊ TÁ LINDA NA FOTO AMIGA! VÊ SE AGORA NÃO RECLAMA OW MARIA CIUMENTA! TE AMO MUITO!

8:33:00 PM

Era frio...

Postado por Meg |

Existem momentos em que a solidão é necessária... ela te faz se encontrar consigo e rever pensamentos, definir novas ações, escolher um outro rumo ou apenas continuar na mesma, sem se mexer, sem sair do lugar, fechar os olhos e ouvir a própria respiração.

Durante muito tempo, tive medo dela. Ela me engolia e me deixava triste. Eu me sentia mais só do que qualquer outra coisa no mundo. Mesmo quando tinha companhia, faltava alguma coisa. Eu tinha uma pequena esperança que o cenário mudaria. Mas durante muito tempo...meu quarto e minha cama estreita, meus diários e minhas agendas cheias de segredos compartilhavam comigo o medo da solidão e dos encontros diante do espelho.
Era frio...
Mas quando a gente abre o coração, os olhos e os braços, se permite um beijo, um abraço, tudo parece mais fácil. Surgem rimas, canções e poesias, surge dentro de nós um eu mais bonito, uma vontade louca de ver a luz.
Eu nunca esqueço da frase de Gonzaguinha que dizia "que é tão bonito quando a gente sente que nunca está sozinho por mais que pense estar”...o mestre disse em Caminhos do Coração...e eu internalizei e me agarrei para não afundar em meu próprio abismo recheado de egoismo e das tempestades juvenis.
Minhas noites mal dormidas foram perdidas, pois a resposta que tanto procurei estava ao meu lado, em minha frente e aqui dentro. Eu tinha tudo o de mais precioso, eu tinha Deus, família e amigos, tinha uma cachorra e um amor muito lindo que me conquistou desde o primeiro instante.
Aprendi que muitas coisas a gente passa por que quer passar, outras porque precisa passar, nada é mesmo por acaso. Meu melhor amigo me disse que Deus não nos dá uma cruz que não possamos carregar e isso é verdade. É a mais pura verdade. Todos nós temos uma. E temos ombros fortes.
A solidão é necessária. Como o amor também é. A dor é professora e a felicidade uma dádiva. Alegria a gente conquista, obstáculo a gente supera. Não se desespera... um dia vai passar. E a gente sempre pode contar com a gente mesmo e com um monte de gente que gosta da gente mesmo repetindo o substantivo. Digo, acho que você entendeu.
Mas antes de eu ir embora, isso tudo ou quase nada sou eu que estou dizendo agora. Busque a sua própria resposta, não precisa me dizer. Permita-se e seja o que mais deseja, seja simplesmente tudo aquilo e... se você quiser mesmo ser, seja feliz.
Por Meg!
Ainda estou lendo o livro, o comentário não demora a vir.
Beijos

8:44:00 PM

Navegue com moderação

Postado por Meg |

Oi povo!Faz tempo que não falo assim direto de eu pr’ocês, sabe como é né? Mas hoje me deu uma vontade danada de deixá-los ouvir minha voz (?)...enfim! Vamos logo para a próxima linha.
Quem me conhece sabe que sou louca por internet, não sei nem como é que começou isso, só sei que foi assim! Tem dias que passo horas em frente ao “meu negão” (amor, não fique com ciúmes, você é meu negão mais negão do mundo! Te amo! owowowow), apelido carinhososdo meu desktop. Visito trocentas páginas, às vezes fico com dez janelas abertas, ganhei, inclusive, o apelido de “mouse nervoso” por causa disso. ..rsrss.
Outro dia, lendo o texto Eu gosto é do Real lá no blog do tabica, fiquei refletindo...tipo...tem uma parte no texto que diz assim “não dá para substituir um abraço gostoso e demorado, cheio de amor, cheio de calor, cheio de cor, por um cinzento e mecânico ‘scrap’ do Orkut! O mundo bom é o de verdade, com cheiros, sabores, sensações e sorrisos como o meu e o seu!”.
Bem, para a tristeza dos fofoqueiros e curiosos de plantão (olha só que prepotência a minha!), há tempos excluí meu orkut (um dia ainda escrevo sobre isso),mas, é bem verdade que já não telefono tanto para meus amigos, pois mesmo tendo Oi ligador (hehe), conversar pelo msn é mais barato. E dá até para senti-los de mais pertinho de vez em quando com a ajuda da web cam e do fone , só que isso acontece raramente, “uma vez na vida e outra na morte”!
Navego um monte lendo jornais, blogs, portais de comunicação, entretenimento, entre outros. Agora, me pergunte a última vez que li uma revista? Mas eu tô falando de ler assim, todinha, tipo como eu fazia antes da “era digital” ocorrer na minha vida...e então, perguntou? Quê? Ah tá, tudo bem, eu respondo...é...bem...aff! Não lembro! A que mais li foi a Caros Amigos de agosto do ano passado, mas mesmo assim nem cheguei a metade! Outro dia me perguntaram que livro eu estava lendo. Acredita que tive dificuldade de responder? Sério. Eu tava lendo um de jornalismo e “Marley & Eu” (John Grogan) , mas, não concluí nenhum dos dois. Vê se eu güento com um negócio desses? A única coisa que me consola é que todo dia leio um conto do meu tesouro “ Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”, pelo menos isso.
Sim , mas pra terminar esse texto cheio de “arrodeios”, a verdade é que hoje eu resolvi dar férias ao meu negão. É, de verdade mesmo, não me olhe com essa cara não. Quer apostar? Olhei agora a pouco para minha estante, e disse para “A menina que roubava livros” (Markus Zusak): me aguarde!
E tanto tô falando sério que me comprometo a ensaiar um comentário sobre o livro em meu próximo post. (êeeee!)
Então, moral da história: Não substitua um oi virtual por uma ida à casa dos seus amigos. Ler na telinha até que vai, mas não esqueça o prazer de folhear um livro, senti-lo, devorá-lo. Ou seja: levanta logo a bunda daí da frente, largfue meu blog de lado e vá andar de bicicleta!!Ah!peraê! Antes, deixa um comentário! Rsrsrs... e por último, se ligue: Navegue com moderação!
Beijo!
Meg

2:18:00 PM

O cheiro bom das magnólias

Postado por Meg |

Se eu pudesse falar Calaria E ouviria a voz do meu coração Mesmo sendo piegas ou coisa parecida É assim a vida E vou dançando conforme a canção Nem tanto Vez ou outra erro o passo Piso em meu próprio pé O par dessa valsa é que me dá forças E a luz que há em meu jardim... O cheiro bom das magnólias Nunca senti Falta um pouco de chão Menos do que quando comecei Mais do que eu gostaria Ihhhhhhhhh! Que agonia Mainha mandou eu fazer silêncio Não entendo Poderia ser mais fácil Mais rápido Falta paciência Ele sempre me ouve E me acalma Mesmo quando não diz nada Ele me entende Me preenche Minha força maior Sei que preciso calar mais um pouqinho Cada dia a mais é um dia a menos Surpreendo Ainda preciso caminhar
2 alto!
Já sei! Você não entendeu porra (xi!foi mal!Desculpa aí!) nenhuma do que eu escrevi! Mas, enfim, é assim mesmo. Às vezes sou incompreensível. Às vezes sou mais eu do que qualquer outra coisa. O melhor de tudo é ter alguém para compartilhar. Obrigada! Beijos, Meg