10:25:00 PM

Rede

Postado por Meg |

Eu poderia ficar calada, não falar nada...mas do que adiantaria? Minha alma vazia iria reclamar a qualquer momento. Hoje mais uma vez andei pelas ruas sozinha, reparei em coisas do meu dia-a-dia e o relógio parecia não sair do lugar. Às vezes, quando se está muito triste, o tempo não passa. O tempo se arrasta. E não há nada que se possa fazer.

Mas como eu ia dizendo... hoje mais uma vez andei pelas ruas sozinha, e vi casas de cores sortidas, vi árvores que viraram cimento e algumas flores enfeitando o dia. Mas não senti o cheiro delas. Meu nariz estava entupido de eu tanto chorar. Chorei a noite inteira. Chorei coisas que não deveria. Acho que todo mundo faz isso em algum momento. Ou em vários momentos. Depende do quanto se entregue a si mesmo.
Eu acho que é preciso se entregar a si mesmo. Sempre. E é isso que eu faço. Por isso digo que eu tenho um pacto de amor comigo mesma. E qualquer tristeza é sempre menor que a minha alegria.
Quero pintar minha casa de amarelo. Portas e janelas brancas. Na varanda, chachins de plantas diversas e uma rede para deitar depois do almoço. Tirar um cochilo e se houver tempo, sonhar. Tomar uma chícara de café para despertar. Isso se eu quiser despertar. E seguir meu rumo feliz.

8:10:00 PM

Ao pé do ouvido

Postado por Meg |

Ao pé do ouvido, te digo:

Nunca deixe de ser você
Não se anule, nem se abandone, não se ignore nem chore com pena de você
Não vale a pena
Respire fundo, reflita, sinta a vida que nasce todo dia junto com o amanhecer
Se ame, se valorize, relize sonhos, desejos, segredos, coisas só suas E a alma nua vai refletir o melhor de você E o pior que há aí dentro
Mas sem lamento, sem tormento por que ninguém é 100%:
nem 100% bom nem 100% ruim
Todo mundo um dia fica na fila do mais ou menos
Fica em cima do muro
Perde o rumo, perde o sentido, vez ou outra o juízo...
Mas sempre se encontra
Por que a gente sempre deixa pistas pra gente mesmo
Às vezes a gente finge um bocado
Mas a gente sempre sabe que tá fingindo Aí perde a graça
Mas quando a gente se acha, se assume, se ama de verdade, é outra história
Não há nada melhor
Nunca se deixe para trás
Nem tenha medo
Não se esconda, nem levante muros
Se assuma, se ame, se orgulhe
Do contrário, ao pé do ouvido, te digo:
(será que eu preciso mesmo dizer?)

8:54:00 AM

Recomeço

Postado por Meg |

Nesse Ano Novo Eu quero tudo novo E que as coisas ruins não aconteçam de novo Eu quero muita coisa E vou lutar por cada uma delas Por que só lutando a gente consegue O que vem fácil, vai fácil Eu prefiro as coisas duradouras
Paz ao mundo
Paz para nós
Feliz 2009!

7:06:00 PM

Creme com Passas

Postado por Meg |

Eu não queria brigar, estava em um daqueles poucos dias em que o bom humor é meu sinônimo. Céu azul, verão, pensei em pegar uma praia, passear com a cachorra, tomar sorvete de flocos e uma cerveja gelada. Tudo isso foi para o ralo. Pensei.

Ela ligou para me tirar do sério, para me dizer um monte de besteiras, para dar ataques e chiliques. Lá se foi o meu bom humor e meu sorvete. Mas a cerveja se tornara ainda mais indispensável. Dei uma golada. Duas. Três. Na quarta, não resisti. Peguei o telefone.
- Sua #$$%&&! Não me ligue mais! Vá pra P. que te P. Me deixe em paz!!!!!
Fui para casa. Arrumei as malas e depois tomei um banho. Esperei cinco horas. Peguei o carro, dirigi sem rumo. A praia ainda estava lá. Qualquer uma. E minha cachorra no banco do carona. Só faltava o sorvete de flocos. Mas a gente nem tem sempre tudo o que quer. O de creme com passas até que estava bom.
Enfim... amanhã é outro dia.
• Do livro As histórias de Jullyethy. Capítulo 5 : Coisas sem sentido

11:03:00 PM

Ventilador

Postado por Meg |

Ainda é noite de Natal e eu aqui em meio aos presentes....em meio a presente...tentando fugir de qualquer reflexão comum nesta época do ano. Releio escritos antigos, mais antigos que o ciclo de 365 dias que está chegando ao fim. Vejo coisas que eu não deveria, ouço o barulho do ventilador e penso...já deveria estar dormindo.

Sinto-me só, embora tenhas as melhores companhias...sinto-me só nesta noite de Natal que nem está fria, ao contrário, está tão quente que nem mesmo meu velho ventilador barulhento ajuda a passar...Papai Noel, por favor, no próximo ano, me dê um ar- condicionado. Mas tudo bem, isso não vem ao caso agora...para compor meu cenário nostálgico, vou ouvir Hero, de Mariah. Que levante a mão quem nunca se sentiu triste em uma noite de Natal. Quem nunca quis sumir e torcer para chegar logo o dia 26. Ainda bem que faltam poucas horas...
Relendo escritos antigos, achei esse aqui que escrevi em novembro de 2004.
A noite cai
E eu fico a pensar na minha vida
Tão igual de todas as manhãs
Eu nunca quis uma vida livre de problemas
Eu apenas quis um pouco de paz
E quando a noite cai
Eu fico chorando meus dilemas
Algumas coisas me perturbam
E me fazem entristecer
Amanhã tem de novo um amanhecer
E tudo vai estar sempre igual
Meu consolo
Meu sono
Meus sonhos
E o meu incrível sofá
Não vou dormir
Preciso descansar
A noite cai
E tudo o que eu sempre quis
Foi um pouco de paz.